segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Prisões de Areia




Não assisto novela há muitos anos, e não tenho o menor interesse em voltar a assistir, principalmente devido a inversão de valores promovida pela televisão brasileira, que erotiza a população, banaliza o sexo, a pornografia e a nudez sem nenhum propósito de dramaturgia. Há ainda um processo de “Heroização” do “bandido”, ou seja, o “mocinho” tem perdido a vez, sutilmente ao longo de anos e a lição é que o mal sempre leva vantagem. Começando por um conflito mental de culpa e remorso inicialmente, hoje o bandido tem código de ética, é querido pela população, representado por “galãs e sexy simbols”.
Justificativas à parte, a novela Mulheres de areia, da Rede Globo, exibida no ano de 1993, está sendo reexibida no canal VIVA. A trama relata a rivalidade entre duas irmãs gêmeas, Ruth e Raquel, interpretadas por Glória pires, como protagonista.
Marujo, interpretado por Ricardo Blat, um personagem coadjuvante, mas apesar de secundário é bem interessante. é um pescador que teve seu braço amputado após um ataque de tubarão e passa toda a novela, ou melhor, toda a sua vida remoendo esse fato, vivendo em função de se vingar do tubarão. Outros personagens tentam desestimular que o Marujo, persista em seu propósito e vá viver a vida, mesmo porque, como ele saberia qual o tubarão que o atacou?
Na vida, seremos atacados por todo lado, somos como “ovelhas no meio de lobos”, cabendo a nós sermos “simples como as pombas e prudentes como as serpentes” e seguir adiante. Mediante o perigo, a pomba sobe para o galho mais alto e ponto final, não revida ou contra-ataca.
Sejamos gratos por termos sobrevivido aos tubarões, lobos, cobras ou seja lá quais foram os arquétipos que nos atacaram. Vamos em frente, porque há muito que ser vivido e no final das contas, já viram o comportamento de um cachorro correndo atrás de roda de carro?
O carro pára e o cachorro fica sem saber o que fazer e vai embora.


Viva a vida!!!

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